Página inicial > Recursos > Para além da Pegada Ecológica: o Perfil Ecológico da Indústria de Plástico
Para além da Pegada Ecológica: o Perfil Ecológico da Indústria do Plástico
Este artigo destaca a visão do desenvolvimento da Pegada Ecológica da PlasticsEurope: uma metodologia inovadora para medir o impacto de um produto no ambiente. Este artigo serviu de apoio ao chat com Isidro Quiroga, em Maio de 2009.
O que seria se não houvesse meio de medir o impacto ambiental de um produto? Se tal acontecesse, só seríamos capazes de adivinhar se de facto algo poluísse o ambiente ou se o seu impacto fosse insignificante. Quando a revolução industrial se encontrava no seu apogeu, no século XIX, foi observado que a poluição das indústrias afectavam o ar e a água, mas ninguém pensava que isso poderia ter implicações maiores, como aumentar a temperatura ou causar uma seca num país distante. Sabemos mais actualmente, mas a maioria dos consumidores não está tão informada como deveria.
Se não tomarmos cuidado e não tivermos a certeza que produzimos e consumimos de uma forma sustentável, o planeta terra fica em grande perigo. Acima de tudo, ainda temos falta de um método credível, de fácil compreensão e completamente abrangente para medir o impacto de um produto.
O que temos presentemente é uma superabundância de diferentes medidas e métodos, como a pegada de carbono, a pegada de água, sistemas de avaliação sustentável, a marca social e a certificação “cradle-to-cradle. Entre estes, o método mais conhecido por todos é a pegada de carbono. No entanto, como todos os métodos indicadores simples, tem uma significativa debilidade que é o de apenas medir um único impacto. Não toma muitas vezes em conta que materiais, como o plástico, ajudam a poupar mais combustíveis fósseis durante a sua fase de utilização do que os que necessitámos durante a sua produção.
Um método verdadeiramente equilibrado e significativo deve tentar incluir uma diversidade de factores, como por exemplo: Alteração climática (incluir a potencialidade do Aquecimento Global), a diminuição da camada de ozono, acidificação, nutrificação, esgotamento de recursos, toxicidade, exploração da terra e da água. Sobretudo, para o resultado final ser útil deve ser claramente compreensível para os consumidores.
Com este objectivo em mente, a PlasticsEurope lançou um grupo consultor, envolvendo especialistas e académicos de renome, para o desenvolvimento da pegada ecológica: uma ferramenta completamente nova que trabalhasse sobre os dados existentes para fornecer uma metodologia cientifica e facilmente transmitida. Uma consultoria sobre a pegada de carbono faz parte do trabalho em desenvolvimento da Equipa de Acção da PlasticsEurope sobre a Eficiência Energética e a Protecção do Clima.
A indústria do plástico está seriamente implicada na sustentabilidade –em 2007 encomendou ao Futurologista Ray Hammond, que também dinamizou um chat FuturEnergia, em Setembro de 2007, um relatório sobre os desafios que o mundo enfrentará em 2030. Como resposta a este relatório a indústria organizou três equipas de Acção Industrial para identificar soluções que a indústria do plástico pode oferecer para estes importantes desafios.
Os membros destas equipas são alguns dos melhores jovens engenheiros da indústria. Uma destas Equipas, a da Eficiência Energética e Protecção Climática, foi responsável pelo início do trabalho da PlasticsEurope na Pegada Ecológica.
Uma vez que as equipas da acção estão a trabalhar para encontrarem soluções inovadoras para o futuro, é importante que a PlasticsEurope receba ideias dos estudantes. Um excelente meio é a participação nos concursos de FuturEnergia. Isso assegura que a tua ideia é vista por alunos de toda a Europa. Participar nos concursos permite também ganhar grandes prémios e ajuda-te a compreender ainda melhor o tema.
Mais informação sobre Isidro Quiroga



